<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5102538263314318345</id><updated>2011-11-27T16:18:15.607-08:00</updated><category term='Campeonato Brasileiro 2005'/><category term='Mundial de Clubes de 2000'/><category term='Inglaterra'/><category term='Copa do Mundo 1986'/><category term='Campeonato Brasileiro 2008'/><category term='Brasil'/><category term='Copa Libertadores'/><category term='Itália'/><category term='Cruzeiro'/><category term='Arbitragem'/><category term='Atlético (MG)'/><category term='Internacional'/><category term='Santos'/><category term='Campeonato Brasileiro 1995'/><category term='Vasco da Gama'/><category term='Copa do Brasil'/><category term='Argentina'/><category term='Holanda'/><category term='Eurocopa 2008'/><category term='Flamengo'/><category term='Copa do Mundo 2002'/><category term='Futebol'/><category term='Espanha'/><category term='Coréia do Sul'/><category term='Corinthians'/><category term='Botafogo'/><category term='Bélgica'/><category term='Copa do Mundo'/><category term='Brasiliense'/><title type='text'>Sopro no Coração</title><subtitle type='html'>Como árbitros mudaram a história do Futebol</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fernando Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04028681832154207225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_b78ekL2xx3I/SXJvMqxJMsI/AAAAAAAAAyo/V7_n1MukzsM/S220/DSCN8396.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5102538263314318345.post-2690649934879069854</id><published>2008-06-11T13:41:00.000-07:00</published><updated>2008-06-11T13:43:04.800-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Itália'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Campeonato Brasileiro 2008'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Holanda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cruzeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eurocopa 2008'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasco da Gama'/><title type='text'>Regra 12 e Artigo 11.11 causam tumulto</title><content type='html'>Nos últimos três dias, torcedores de Vasco, Cruzeiro, Holanda e Itália se inflamaram para discutir dois lances importantes das partidas realizadas no Campeonato Brasileiro e na Eurocopa, respectivamente. Em terras mineiras, Wilson Souza de Mendonça marcou uma retenção de bola do goleiro Tiago e, na cobrança, os azuis marcaram o gol da vitória. No Velho Continente, Nistelrooy só tinha Buffon entre ele e a linha de fundo, mas o sueco Peter Fröjdfeldt validou o primeiro tento holandês na goleada por 3 a 0 em cima da Azzurra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson é reincidente em confusões. No Campeonato Estadual de Pernambuco de 2007, o Rivelino empatou para o Vera Cruz contra o Central, mas ele não viu e indicou tiro de meta. Errou. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) avaliou o caso e decidiu dar um ponto ao time prejudicado. Um ano antes, o meio-campo Romeu, do Fluminense, entrou em campo com uma máscara protetora para atuar contra o Vasco, pois vinha de uma operação no nariz. Mendonça impediu e ordenou a retirada do adereço. Errou mais uma vez. Porém, no domingo, dia 8 de junho de 2008, no Mineirão, em Belo Horizonte, o árbitro acertou. Interpretou de maneira inesperada devido ao constante desrespeito pela lei por parte dos jogadores, mas agiu de forma correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após lançamento errado, Tiago deixou a bola bater em suas luvas, ajeitou para o lado com os pés e agarrou a pelota. De acordo com o item 2 da regra 12, ao tocar pela segunda vez, o goleiro impede o adversário de chegar e infringe o regulamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regra 12:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será concedido um tiro livre indireto à equipe adversária se um goleiro cometer uma das seguintes cinco faltas dentro de sua própria área penal: 1 – Tardar mais de seis segundos em por a bola em jogo depois de havê-la controlada com suas mãos. 2 – Voltar a tocar a bola com as mãos depois de havê-la posto em jogo e sem que qualquer outro jogador a tenha tocado; 3 – Tocar a bola com as mãos depois que um jogador de sua equipe a tenha cedido com o pé; 4 – Tocar a bola com as mãos depois de tê-la recebido diretamente de um arremesso lateral lançado por um companheiro; 5 – Perder tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A International Board esclarece o item 2: será considerado que o goleiro controla a bola, quando a toca com qualquer parte de suas mãos ou braços. A posse da bola também incluirá a defesa intencional do goleiro, porém não inclui quando, na opinião do árbitro, a bola rebate acidentalmente no goleiro, por exemplo, depois de fazer uma defesa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro salseiro aconteceu no Stade de Suisse, em Berna (Suíça), na segunda-feira (09/06/08). Ainda com o 0 a 0 no placar, Ruud Van Nistelrooy recebeu ótimo passe e estufou as redes de Gianluigi Buffon. No lance, o lateral-direito italiano Cristian Panucci havia caído fora das quatro linhas, justificando a legalidade do gol. Peter Fröjdfeldt validou o lance porque, de acordo com o artigo 11.11 da FIFA, Panucci era, mesmo fora do campo, o segundo homem entre Ruud e a linha de fundo. O primeiro era Buffon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 11.11 da Fifa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O defensor que deixa o campo durante uma jogada e não retorna imediatamente deverá ser ainda considerado como estivesse no campo de jogo, caso algum jogador de ataque esteja em posição de impedimento. Este defensor será considerado como se estivesse sobre a linha de fundo. O defensor que deixar o campo com a permissão do árbitro (e que portanto precisará de autorização para regressar) não estará incluído nesta determinação de impedimento. Se um jogador de defesa sair para trás de sua própria linha de fundo com o intuito de colocar um oponente em posição de impedimento, o árbitro permitirá que a partida continue e dará uma advertência ao jogador que tentou provocar tal situação de jogo.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5102538263314318345-2690649934879069854?l=sopronocoracao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/feeds/2690649934879069854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5102538263314318345&amp;postID=2690649934879069854' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/2690649934879069854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/2690649934879069854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/2008/06/regra-12-e-artigo-1111-causam-tumulto.html' title='Regra 12 e Artigo 11.11 causam tumulto'/><author><name>Fernando Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04028681832154207225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_b78ekL2xx3I/SXJvMqxJMsI/AAAAAAAAAyo/V7_n1MukzsM/S220/DSCN8396.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5102538263314318345.post-4344089271290338492</id><published>2008-05-12T08:12:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T08:13:22.256-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bélgica'/><title type='text'>O canto do canário</title><content type='html'>Em nosso país, os erros de arbitragem menos comentados são os que acontecem a favor da Seleção Brasileira. Os destemidos canarinhos já foram prejudicados e beneficiados em partidas importantes, principalmente, nas Copas do Mundo. Nos torneios de menor expressão, a repercussão não é tão grande. Contudo, a sobrevivência da história depende do esforço em função da lembrança. Túlio que o diga. Maravilha dominou a bola no braço antes de marcar um gol nos argentinos, na semi-final da Copa América de 1997, e levou o Brasil à decisão para ser vice do anfitrião Uruguai. Mas para o torcedor Copa importante é a do Mundo. O coração dispara, a garganta estraga e, se o juiz – como é mais conhecido o árbitro, atrapalha o ataque verde e amarelo, recebe o xingamento em coro de centenas de milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas conquistas e um fiasco nacionais, no mínimo, tiveram participação decisiva dos árbitros. Do bi ao penta mundial, passando pela tragédia do Sarriá, os homens do apito mudaram o resultado de jogos inesquecíveis. É inevitável o envolvimento da Seleção Brasileira em partidas com falhas de arbitragem. Até 2002, em 17 edições da Copa do Mundo, o Brasil disputou 7 finais. Posicionou-se em 3º duas vezes, uma vez em 4º. Jogou 2 quartas-de-final, 1 oitava-de-final e uma segunda fase. Não passou da primeira fase apenas em três casos. Dá para descrever boa parte da História das Copas a partir da trajetória brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errar contra o Brasil é crime inafiançável. A favor é humano. Na campanha do segundo título mundial, no Chile (1962), o árbitro Salvador González Bustamante viu o invisível. Puskas, húngaro naturalizado espanhol, pintou um lindo gol de bicicleta. Entretanto, o chileno borrou a obra do atacante da Espanha. A Seleção Brasileira precisava do empate para classificar-se à segunda fase. Venceu por 2 a 1, no dia 6 de junho, auxiliada pela anulação do lance resultante no golaço de Puskas.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Na Copa de 1982, o público espanhol bebeu o vinho italiano da vingança em uma taça de cristal israelense. Brasil e Itália jogaram a sorte no Estádio Sarriá, em Barcelona, na Espanha. Os canarinhos rezavam pelo empate rumo à semi-final. Paolo Rossi marcou três vezes contra dois tentos dos brasileiros. Em 5 de julho, poderia ter acontecido um Carnaval fora de época no país do Futebol. Bastava Abraham Klein, árbitro de Israel, marcar pênalti nascido na agarrada do zagueiro Gentile no atacante Zico. A camisa dele e o coração dos brasileiros foram, literal e poeticamente, dilacerados.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;A falta de competência arbitral agraciou até a Família Felipão. Nas oitavas-de-final da Copa Japéia (Japão/Coréia) de 2002, quando a eliminatória contra a Bélgica estava empatada, o jamaicano Peter Prendergast invalidou o gol normal de Marc Wilmots. Aos 35 minutos do primeiro tempo, Mpenza levantou na área. Wilmots subiu mais que zaga e bateu o goleiro Marcos. O árbitro apontou falta do bom jogador belga em Roque Júnior. Contudo, nem o mais fanático torcedor brasileiro entre os 40 mil 440 presentes ao Estádio Kobe Wing entendeu a marcação do perigo de gol. Rivaldo e Ronaldo acabaram construindo a vitória por 2 a 0 na etapa final. Você pode retrucar: se a Bélgica fizesse o primeiro, o resultado seria 2 a 1. Talvez. Reverter o placar após sair atrás em jogo decisivo de Copa do Mundo não é tão simples como se pode pensar. Fazer 2 a 0 é diferente – creio ser menos difícil – do que transformar 1 a 0 em 2 a 1.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;O árbitro é um personagem da partida de Futebol. Ele recebe dinheiro para exercer sua função, precisa manter bom condicionamento físico e tem carreira curta. Seus objetivos assemelham-se aos dos jogadores. Quer participar de uma Copa do Mundo. Apitar a final é o maior sonho. Gosta de receber prêmios e reconhecimento em curto prazo. A principal diferença entre as missões destes dois elementos é a lembrança. Os boleiros querem ser lembrados. Quanto mais recordações ligadas a eles, maior é o orgulho. Já os árbitros devem buscar a antítese. Com certeza, os melhores não foram citados neste blog. Eles acertam. São esquecidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5102538263314318345-4344089271290338492?l=sopronocoracao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/feeds/4344089271290338492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5102538263314318345&amp;postID=4344089271290338492' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/4344089271290338492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/4344089271290338492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/2008/05/o-canto-do-canrio.html' title='O canto do canário'/><author><name>Fernando Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04028681832154207225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_b78ekL2xx3I/SXJvMqxJMsI/AAAAAAAAAyo/V7_n1MukzsM/S220/DSCN8396.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5102538263314318345.post-3962575378470949836</id><published>2008-05-06T09:33:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T09:36:03.632-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa Libertadores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flamengo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atlético (MG)'/><title type='text'>Está expulso!!!</title><content type='html'>&lt;p&gt;O encontro mais importante das trajetórias vitoriosas de Flamengo e Atlético foi marcado para o dia 21 de agosto de 1981. Campeão e vice, respectivamente, do Brasileirão do ano anterior, os dois clubes chegaram à Copa Libertadores com boas chances de conquista. Os rivais argentinos Rosário Central e River Plate não encararam a competição com os principais jogadores e facilitaram a missão dos brasileiros. Urubu e Galo caíram no Grupo 3 ao lado de Cerro Porteño e Olimpia, ambos do Paraguai. Terminaram empatados, chegando aos 8 pontos (2 vitórias e 4 empates). Devemos lembrar que àquela altura um triunfo valia somente 2 pontos. O regulamento do campeonato sulamericano previa, em caso de igualdade na pontuação, uma partida extra em campo neutro. A vaga ficaria com o vencedor desta final antecipada. Em 1981, só o primeiro de cada chave podia continuar o sonho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A situação de equilíbrio entre as equipes do Brasil pode ser vista no desenrolar da primeira fase. O Flamengo de Zico, Adílio, Júnior e mais um monte de craques começou empatando com o Atlético-MG de Reinaldo, Éder e Palhinha por 2 a 2, em 3 de julho. No dia 14, meteu 5 a 2 no Cerro Porteño. Dez dias depois, ficou no 1 a 1 com o Olimpia. O returno rubro-negro apresentou o mesmo cenário. Empate frente ao Atlético (2 x 2 – 07/08), vitória sobre o Cerro (4 x 2 – 11/08) e nova igualdade diante do Olimpia (0 x 0 – 14/08). No lado atleticano, além dos já citados empates nas lutas contra o Flamengo, computa-se 0 a 0 (17/07) e 1 a 0 (28/07) com o Olimpia. Também conseguiu vencer o Cerro fora de casa por 1 a 0, no dia 21 de julho. Em território brasileiro, tudo igual: 2 x 2 (31/07).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o pega decisivo nada de Maracanã ou Mineirão. O candidato tupiniquim ao título de melhor do continente americano seria conhecido no gramado do estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO). Ao árbitro José Roberto Wright foi passada uma missão duríssima: mediar a grandiosa rinha boleira. No embate entre as duas maiores aves futebolísticas do país, Urubu e Galo, uma, necessariamente, sairia depenada pela outra. O que ninguém esperava era ver Wright despejar um oceano de água fervente nas costas do rei galináceo. De acordo com notícias surgidas às vésperas da partida, o árbitro, que viajara no avião da delegação carioca, estava no mesmo hotel dos flamenguistas. Todas estas características eram encaradas como coincidências. Entretanto, a inocência morreu assim que a bola rolou.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;O cronômetro apontava 10 minutos do primeiro tempo, quando as vias cerebrais de José Roberto entraram em curto-circuito. Reinaldo cometeu falta normal em Zico. Wright enfiou a mão no bolso e o punhal no pescoço do Galo. Expulsou o Rei. Alguns otimistas pensavam que ele errara o lado da camisa, mas era mesmo vermelha a cor do cartão almejado pelo árbitro. Na seqüência, Éder derruba um adversário, sem maior gravidade, e segue o mesmo caminho do companheiro. Rua! Vala! Sebo! Está expulso!&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Pouco mais tarde, o braço incansável arrancou mais três penas do ovíparo mineiro: Palhinha, Chicão (corretamente) e Osmar. José Roberto Wright jogou fora o controle do clássico e os atleticanos perderam a cabeça, arrancada a sangue frio pelo peão de frigorífico disfarçado de árbitro. Cartolas do Atlético Mineiro invadiram o campo. O treinador Carlos Alberto Silva demonstrava transtorno e revolta. No entanto, o leite já havia sido derramado. Ou os ovos estralados. Antes dos 40 minutos, Wright excluiu cinco jogadores do clube mineiro, entregando a vitória ao Flamengo, visto que o Atlético apresentava número insuficiente de atletas em campo.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;O Mengão recebeu a vaga embalada em penas de Galo. Definitivamente, a verdadeira seleção deveria ter sido poupada desta mancha. Sobravam habilidosos: Raul, Leandro, Figueiredo, Mozer, Júnior, Andrade, Adílio, Zico, Tita, Nunes, Baroninho e Lico. Em 14 jogos, o Flamengo superou 8 adversários. Perdeu só uma partida. Zico fez 11 gols. O técnico Paulo César Carpegiani estreou com prancheta de ouro. Entretanto, deve a possibilidade de ser campeão da Copa Libertadores e, no fim do ano, do Mundial Interclubes às interpretações de José Roberto Wright.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5102538263314318345-3962575378470949836?l=sopronocoracao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/feeds/3962575378470949836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5102538263314318345&amp;postID=3962575378470949836' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/3962575378470949836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/3962575378470949836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/2008/05/est-expulso.html' title='Está expulso!!!'/><author><name>Fernando Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04028681832154207225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_b78ekL2xx3I/SXJvMqxJMsI/AAAAAAAAAyo/V7_n1MukzsM/S220/DSCN8396.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5102538263314318345.post-160599217578700883</id><published>2008-04-28T07:05:00.001-07:00</published><updated>2008-04-28T07:06:14.357-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Mundo 1986'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inglaterra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><title type='text'>Mão do Diabo</title><content type='html'>Pode alguém roubar 11 pessoas e ficar impune? É possível realizar um assalto com 114 mil e 600 testemunhas e não ser preso? Sim. No Futebol, tudo é possível. Em 22 de junho de 1986, o ágil larápio conhecido como “Dieguito” usou a mão (uma só) para tirar de uma turma de ingleses o mapa que leva ao tesouro mais desejado da Terra, cujo valor é inestimável. O comparsa do argentino veloz é o tunisiano Ali Bem Naceur, temido pela força destruidora de seu apito.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Dieguito recebeu ainda o auxílio do bando alvi-celeste formado por Pumpido, Brown, Ruggeri, Olarticoechea, Giusti, Cuciuffo, Batista, Enrique, Burruchaga (Tápia) e Valdano. Todos estes eram chefiados pelo mafioso Carlos Salvador Bilardo. A locação dessa operação cinematográfica, onde atuaram os talentosos ladrões, foi constituída no Estádio Azteca, na Cidade do México.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Os milhões de vitimados da nação roubada – a Inglaterra – foram representados pelos bravos Shilton, Stevens (Barnes), Fenwick, Butcher, Sansom, Reid (Waddle), Hoddle, Steven, Hodge, Lineker e Beardsley. Dieguito, que causa inveja nos goleiros porque sabe usar a mão como poucos, e a gangue argentina reforçada pela cegueira de Ali Bem Naceur escolheram as quartas-de-final da Copa de 1986, no México, para colocar em prática seus dons ilusionistas.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Nos primeiros 45 minutos de show, várias tentativas e nenhum êxito. Restava pouca coisa da paciência de “Dom Diego Armando Maradona” (o tal do Dieguito). Estrelar espetáculos sempre foi seu principal objetivo. Não importa o meio. Ele precisa do máximo de atenção possível. Por isso, assim que notou o medo britânico frente à grandiosidade de seus 166 centímetros, tomou para si o controle das ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maradona criou, no próprio corpo, uma emenda diabólica. Só com este artifício seria possível esnobar Peter Shilton, paredão erguido a 1, 85 metro do solo. Mágicos, foras da lei, providenciais e infernais. Assim podem ser definidos Dieguito e a cortada (no melhor estilo voleibol) responsável por desviar a bola do goleiro inglês e abrir o placar em prol da Argentina. Ele afirmou ser aquela a “Mão de Deus”. Porém, é divino trapacear? O Espírito Santo tem atitudes duvidosas quanto à ética dos céus, que preza respeito ao próximo acima de tudo? Não. Portanto, lamento informar a Diego: foi a “Mão do Diabo” quem trouxe o milagre pedido, aos 6 do segundo tempo. Por que Deus seria bom para os argentinos e safado diante dos britânicos?&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Armando exige demais Dele. Não basta receber tamanho poder com a bola nos pés? Tirar a visão do árbitro Ali Bem Naceur, no momento da irregularidade, é responsabilidade do Capeta. Deus nada tem a ver com os desvios de conduta dos humanos. O Divino pode ser culpado pelo segundo gol de Maradona. Este é dádiva do Supremo. Dieguito, já perdoado pela primeira fraqueza, deu as pernas em troca de ferramentas artesanais. Preferiu utilizar agulhas. Aconteceu, naquele lance, a magia do paraíso. Ele costurou, como um nobre alfaiate, os defensores da Inglaterra desde o meio do gramado. Atravessou até a muralha. Um oásis futebolístico. Balançou as redes, ampliando a vantagem portenha.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Lineker tentou, mas era difícil bater uma equipe que tinha um ser capaz de dialogar com os dois extremos da força. Gênio do bem e do mal. Diego Armando Maradona consegue ser imperador em uma república. É único. Só ele fez os hermanos deixarem de lado a derrota na Guerra das Malvinas para a mesma Inglaterra, em 1982. No campo, lavou almas sujas em trincheiras. Os argentinos, forçados a entregar ilhas, obrigaram o planeta bola a lhes ceder o máximo: a Copa do Mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5102538263314318345-160599217578700883?l=sopronocoracao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/feeds/160599217578700883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5102538263314318345&amp;postID=160599217578700883' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/160599217578700883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/160599217578700883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/2008/04/mo-do-diabo.html' title='Mão do Diabo'/><author><name>Fernando Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04028681832154207225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_b78ekL2xx3I/SXJvMqxJMsI/AAAAAAAAAyo/V7_n1MukzsM/S220/DSCN8396.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5102538263314318345.post-5666246856003394223</id><published>2008-04-24T06:33:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T06:34:49.151-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Campeonato Brasileiro 1995'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Botafogo'/><title type='text'>Trocou as bolas</title><content type='html'>Márcio Resende de Freitas é figurinha fácil neste livro. Ele é bom árbitro. Justamente por este motivo, o escalam em partidas importantes, nas quais os erros têm conseqüências gravíssimas. Podem trocar a mão a ser colocada na taça. Na maioria das vezes, é o que acontece. Na final do Campeonato Brasileiro de 1995, ele validou o irregular e anulou o legal. As lambanças não tiraram a credibilidade da competição. O campeão jogou melhor e mereceu soltar o grito entalado na garganta desde o primeiro Brasileirão, realizado em 1971. Quem perdeu também poderia ter conquistado a glória. Só não conseguiu porque o senhor das decisões cuspiu vento quando deveria ficar quieto e deixou o apito calado nos momentos ideais para usá-lo. Chegar à decisão é difícil. Superar uma perda, deixando de gravar o nome no salão nobre do clube por causa de falhas de um árbitro, é ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Botafogo de Futebol e Regatas contra Santos Futebol Clube é, antes de qualquer detalhe contemporâneo, um clássico vistoso em decorrência do passado destes dois esquadrões onipresentes na trajetória da bola nos gramados brasileiros. No meio da década passada, o encontro decidiu, em dois jogos, os rumos do Campeonato Brasileiro. A primeira partida, disputada no Maracanã e arbitrada por Sidrack Marinho, transferiu a vantagem do empate do alvinegro da baixada para o carioca. Wilson Gottardo e Túlio marcaram os tentos do Fogão. Giovani descontou. A torcida botafoguense achava o resultado insuficiente, protestando após o término do confronto. Queria uma goleada e acabou presenteada com uma vitória difícil e apertada.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desânimo do torcedor de General Severiano contagiou a inflamada galera santista. Apostando em uma empreitada triunfante, lotou o Pacaembu em busca do primeiro título do Brasileirão. Os paulistas acreditavam na competência do técnico Cabralzinho e no alto rendimento de Edinho, Marquinhos Capixaba, Ronaldo, Narciso, Marcos Adriano, Carlinhos, Marcelo Passos, Robert, Giovani, Jamelli e Camanducaia. Por que a equipe avassaladora não passaria pelo Bota? Nas semi-finais, perdera o jogo de ida por 4 a 1 para o Fluminense, antes de atropelar o mesmo por 5 a 2. Reverteu a vantagem de 3 gols e sucumbirá frente a um diferença mínima?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rejeitando a descrença de parte da cachorrada, o Glorioso queria o triunfo na casa do adversário. Os abnegados de Paulo Autuori eram Wágner, Wilson Goiano, Wilson Gottardo, Gonçalves, André Silva, Leandro Ávila, Jamir, Beto, Sérgio Manoel, Túlio e Donizete. Não bastava ao Botafogo jogar bem e ignorar a pressão do Peixe. Era preciso driblar previsões e, no mínimo, empatar a partida. O dia 17 de dezembro de 1995 guardava emoções fortes para os corações botafoguenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 281 jogos e 710 gols marcados, dois clubes superaram os outros 22 e assumiram as rédeas da grande decisão. O duelo travado entre Giovani e Túlio Maravilha ganhou Márcio Resende como terceiro personagem. Árbitro brasileiro de primeira linha, rebaixou os craques a coadjuvantes e se tomou para si o lugar de protagonista. No primeiro tempo, Sérgio Manoel alçou a bola com sua habilidosa perna esquerda na área do Santos. Túlio, impedido, bateu sem chances para Edinho, o filho boleiro do Rei Pelé: 1 a 0 Botafogo. Autuori armou a retranca em função do resultado parcial. Agora, o time paulista via-se obrigado a promover uma reviravolta no placar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As feras de Cabralzinho fizeram arder a chama da esperança. O primeiro minuto da segunda etapa acabara de ser completado quando Marquinhos Capixaba usou a mão a fim de matar a bola. Em seguida, tocou, na medida certa, em direção a Marcelo Passos. A revelação da Vila Belmiro balançou as redes de Wágner. O gol marcava o empate do Santos e a segunda falha de Márcio Resende de Freitas. A escorregada derradeira estava a caminho. Enfurecidamente, Giovani e sua trupe avançaram sem pudor. Mas Leandro Ávila, Gonçalves e Gottardo estiveram quase perfeitos. Deixar o ataque santista à vontade não integrava o planejamento da linha defensiva carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arisco Camanducaia fuçou a zona do agrião até furar o canteiro. Restavam poucos minutos. Pressão do Santos. A zaga do Botafogo espanta o perigo usando todos os recursos possíveis. Apreensão no banco de reservas. Tensão máxima. Empate é do Fogão. Um gol dá o título ao elenco praiano. Camanducaia recebe, olha o posicionamento de Wágner e guarda no âmago da meta do goleiro botafoguense. Gol legítimo. Nem tanto para o indivíduo que cismou em inverter as regras do Futebol. Márcio Resende invalidou o lance. Dilacerou a espinha sem dó e arrancou as vísceras do Peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prêmio pela artilharia (23 gols), título inédito e bola da final repousam nas prateleiras de Túlio. Cifras enormes resultantes de contratos milionários fermentam nas contas de Giovani. Já o troféu abacaxi deveria sapecar as mãos de Márcio Valida os Errados e Anula o Certo Resende de Freitas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5102538263314318345-5666246856003394223?l=sopronocoracao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/feeds/5666246856003394223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5102538263314318345&amp;postID=5666246856003394223' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/5666246856003394223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/5666246856003394223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/2008/04/trocou-as-bolas.html' title='Trocou as bolas'/><author><name>Fernando Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04028681832154207225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_b78ekL2xx3I/SXJvMqxJMsI/AAAAAAAAAyo/V7_n1MukzsM/S220/DSCN8396.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5102538263314318345.post-6733150481833586317</id><published>2008-04-15T07:50:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T06:48:29.456-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundial de Clubes de 2000'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corinthians'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasco da Gama'/><title type='text'>Dono do mundo míope</title><content type='html'>A final do 1° Mundial de Clubes da Fifa foi disputada entre Vasco da Gama e Corinthians, no dia 14 de janeiro do ano 2000. O Estádio Mário Filho (Maracanã) foi o palco da decisão do primeiro campeonato envolvendo clubes do mundo inteiro com reconhecimento da entidade máxima do Futebol. Dois times brasileiros entraram em campo, mas, se um erro gravíssimo de arbitragem não fosse cometido, um clube espanhol estaria no gramado na última partida, ocupando o lugar da equipe que acabou faturando o título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mundial de Clubes da Fifa, no Brasil, teve a participação de oito clubes dos cinco continentes. No grupo A, sediado no Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), em São Paulo, estavam Corinthians (representante da CBF por ser, na época, o bi-campeão brasileiro – 1998 e 1999), o espanhol Real Madrid (Copa Intercontinental de 1998), os árabes do Al-Nassr (Supercopa da Ásia) e o Raja Casablanca (Copa Africana de Clubes). Os jogos do grupo B aconteceram no Maracanã entre Vasco da Gama (Copa Libertadores de 1998), Manchester United (Copa dos Campeões da Europa), o mexicano Necaxa (Copa da Concacaf) e os australianos do South Melbourne (Copa dos Campeões da Oceania).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seleção dos clubes para formar os grupos apresenta detalhes que mostram a falta de critério da Fifa. Como o Mundial de Clubes foi disputado na primeira quinzena de janeiro, deveriam participar dele os campeões continentais de 1999, mas o Palmeiras, que havia conquistado a Libertadores daquele ano, ficou de fora. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) escolheu o Corinthians para representar o país sede. A Conmebol apontou o Vasco da Gama como seu campeão. Porém, o time carioca venceu a Libertadores de 98. Enquanto isso, a Uefa credenciava o Manchester United, campeão da Copa dos Campeões de 99. Os dois – Vasco e Corinthians – são representantes menos legítimos do que seria o Palmeiras. Mesmo com estas incongruências, a Fifa, na época presidida pelo brasileiro João Havelange, assinou embaixo e a bola rolou nos gramados de Morumbi e Maracanã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vasco venceu as três partidas e ficou na liderança do grupo B. Liderado por Edmundo e Romário, o time superou South Melbourne, Manchester United e Necaxa por 2x0, 3x1 e 2x1, respectivamente. A equipe carioca fez 9 pontos. Na segunda posição vieram os mexicanos do Necaxa, com 4 pontos e 1 gol de saldo a mais que o Manchester.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na chave A, Corinthians e Real Madrid terminaram a primeira fase com 7 pontos. Os dois derrotaram Raja Casablanca e Al-Nassr. No confronto direto, empate por 2 a 2 (gols de Edílson e do francês Anelka). O critério de desempate que definiu a classificação dos paulistas para o jogo final foi o saldo de gols. O Timão tinha balanço positivo de 4 gols, pois marcara 6 e sofrera 2. Já o Real fez 8 e tomou 5, totalizando saldo de 3 gols. Se o erro de arbitragem não tivesse acontecido, o clube espanhol iria à decisão porque tinha vantagem no critério seguinte: o número de gols marcados. Mas, afinal, que erro é este? Se a memória não o salvou, as linhas abaixo vão tratar do esclarecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite de quarta-feira, dia 5 de janeiro de 2000, guardava muito mais que uma estréia vitoriosa do Sport Club Corinthians Paulista. Naquela noite, um gol não marcado, mas validado por um árbitro italiano entraria para a história do time com a segunda maior torcida do Brasil. O adversário era campeão africano Raja Casablanca. Cerca de 25 mil pessoas assistiram à partida na capital financeira da América do Sul. Embalados pela conquista de dois Campeonatos Brasileiros consecutivos, os corintianos torciam pelo esquadrão comandado por Oswaldo de Oliveira. Entraram em campo Dida, Índio, João Carlos, Fábio Luciano, Kléber, Vampeta (Edu, aos 40 minutos do 2° tempo), Rincón, Marcelinho Carioca (Marcos Senna – 19 minutos da etapa complementar), Ricardinho, Edílson e Luizão (Dinei, aos 35 minutos do 2º tempo). Logo aos 5 minutos de jogo, Luizão abriu o placar e tranqüilizou os torcedores no Morumbi. A derrota por apenas um gol não era um desastre para os africanos e a partida seguiu morna. Entretanto, quando o relógio marcava 20 minutos da segunda metade do confronto, houve um cruzamento na área do goleiro Chadili e Fábio Luciano desviou para tentar aumentar a vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu esforço seria em vão, já que a bola não entrara. Mas o árbitro italiano Stefano Braschi enxergou além do real e apontou o centro de campo: 2 a 0 para o Corinthians. Este foi o lance do título. Mais importante até que a bola fora de Edmundo dando a glória aos paulistas (4x3) nos pênaltis decisivos contra o Vasco. O gol de Fábio Luciano fechou o placar, confirmou a vitória do Timão, credenciou a equipe a participar da final em detrimento do Real Madrid e colocou o clube na história como o grande campeão do Mundial de Clubes da Fifa. O único a dominar o mundo sem, antes, conquistar seu próprio continente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5102538263314318345-6733150481833586317?l=sopronocoracao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/feeds/6733150481833586317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5102538263314318345&amp;postID=6733150481833586317' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/6733150481833586317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/6733150481833586317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/2008/04/dono-do-mundo-mope.html' title='Dono do mundo míope'/><author><name>Fernando Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04028681832154207225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_b78ekL2xx3I/SXJvMqxJMsI/AAAAAAAAAyo/V7_n1MukzsM/S220/DSCN8396.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5102538263314318345.post-2452052211260291208</id><published>2008-04-07T12:23:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T06:46:53.049-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Mundo 2002'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coréia do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espanha'/><title type='text'>O motivo da Fúria</title><content type='html'>Todo boleiro sabe: a melhor pelada é aquela na qual a bola é de todo mundo ou não pertence a nenhum jogador. Caso contrário, o desenrolar do jogo está condicionado, na maioria das vezes, ao humor e à permanência em campo do proprietário da pelota. Basta ele cansar ou perder vários rachas seguidos para inventar um empecilho, ir embora e levar a bola sob o braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro desafio enfrentado por peladeiros é a disputa de partidas em um campo que tenha dono enjoado. Ele deve, necessariamente, ser o craque, a estrela, o artilheiro, o melhor, mais bonito e insuperável nas divididas. O mala precisa vencer de qualquer maneira. Pior ainda quando alguém decide compactuar, fortificando estupidez do indivíduo que só aceita vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, no racha de várzea, a roubalheira exorbitante a favor do anfitrião tira do sério a mais tranqüila criatura, o que dizer acerca de um assalto à mão armada, com o apito, em uma das quartas-de-final do campeonato de Futebol mais importante do mundo. Trata-se não apenas de uma garfada. Recordaremos um esfaqueamento com detalhes cruéis adicionados pelo egípcio mais múmia do contexto esportivo bretão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 22 de junho de 2002, restavam vários grãos de areia nos olhos e cérebro de Gamal Gandhour. As pragas do Egito impregnaram seu raciocínio. Curiosamente, o povo a sofrer não foi o do país africano. As mazelas da maldição caíram sobre a nação espanhola. Os mais de 40 mil expectadores presentes ao Estádio Gwangju, na Coréia do Sul, testemunharam a maior série de erros arbitrais em uma única partida de Copa do Mundo. Aliás, erro não é a palavra mais adequada. Neste caso, houve manipulação com influência direta em prol de um só time: o coreano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espanha e Coréia do Sul chegaram à terceira fase da Japéia – primeira Copa sediada, simultaneamente, em dois países – dispostas a ficar entre as quatro melhores seleções do mundo. Entretanto, seus objetivos históricos eram diferentes. Os espanhóis direcionavam os esforços a fim de projetar sua nação como vencedora e derrubar a lembrança de terem sempre bons times e, no entanto, ficarem pelo caminho. Já os orientais queriam festa. Mesmo jogando sob observação dos 48 milhões, 422 mil e 644 olhos puxados, a equipe havia superado seu sonho. O que viesse era lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formação escolhida pelo holandês Guus Hiddink, dificilmente, vai ficar na memória do leitor. Contudo, vale a tentativa. Lá vai: Lee Woon-Jae, Choi Jin-Cheol, Kim Nam-II (depois, Lee Yong), Yoo Sang-Cheol (Lee Cheon-Soo), Kim Tae-Young (Seon-Hong), Seol Ki-Hyun, Lee Young-Pyo, Ahn Jung-Hwan, Hong Myung-Bo, Park Ji-Sung e Song Jong-Gook.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O selecionado latino possuía uma ótima safra encabeçada pelo guarda-metas Iker Casillas, o zagueiro Puyol e o atacante Morientes. O técnico José Antônio Camacho adicionava Ivan Helguera (Xavi), o experiente Fernando Hierro, Baraja, De Pedro (Mendieta), Romero, Valerón, (Luis Enrique), Nadal e Joaquín. Raúl também integrava este timaço; porém, estava fora devido a uma lesão na virilha. A Espanha era, no papel, superior à Coréia do Sul e a várias outras seleções presentes no mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início da guerra por uma vaga na semi-final, a supremacia teórica não refletiu-se no gramado. Os coreanos vinham de uma vitória, após a prorrogação, sobre a Itália, na qual o equatoriano Byron Moreno expulsara Totti e invalidara diversos ataques legais da poderosa Azurra. Na área espanhola, Ahn Jung-Hwan exigiu atenção redobrada de Puyol. Os ataques da Espanha eram interrompidos pelas chuteiras mal calibradas. A Coréia organizava contra-ataques pouco técnicos e velozes. Quando a bola conseguia vencer o bloqueio no meio-campo coreano, o pavor dos orientais surgia dos pés e da cabeça de Morientes. Importante, no primeiro tempo, só as inúmeras inversões de faltas do árbitro Gamal Gandhour. Os bastões agitados pela torcida coreana começavam a chacoalhar os miolos do egípcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira maldição de Gandhour foi lançada no início da segunda etapa. Aos 5 minutos, Baraja marca de cabeça e abriria o placar para os europeus. Isto se Gamal não anulasse. Ele viu – só ele – um empurrão do espanhol no defensor da Coréia do Sul. Em seguida, um lance perigoso e não interceptado pelo apito embalsamado. Park Ji-Sung solta uma bomba e Casillas segura o ímpeto asiático. O mau desempenho dos atacantes e o surto arbitral levaram o jogo à loucura da prorrogação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um segurador de apito pode prejudicar uma equipe de várias formas. Alguns aplicam cartões em lances normais e, logo após, expulsam os jogadores do time a ser garfado por causa de reclamações. O egípcio abriu mão deste recurso corrupto. Mostrou apenas três amarelos a Yoo Sang-Cheol, De Pedro e Morientes. Gamal Gandhour e seus auxiliares Michael Ragoonath (Trinidad e Tobago) e Ali Tomusange (Uganda) escolheram outras ferramentas, tão irregulares quanto à supracitada. Revoltaram espanhóis e admiradores do jogo limpo no planeta Terra inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros toques da prorrogação, Joaquín cruza e Morientes faz o gol de ouro. Espanha vai à semi-final? Não! O faraó coreano e o auxiliar de mumificação futebolística alegaram saída de bola pela linha de fundo, antes de o lateral mandar a bola na cabeça no matador espanhol. Se a pelota fez um passeio fora do campo, as Pirâmides de Gizé são miragem. Assim como faz uma Naja em sua presa, Gandhour injetou seu veneno no sistema circulatório de Camacho e companhia. A fase de bola rolando acaba e a seleção espanhola vence por 2 a 0. Quem dera. Na realidade, a injustiça imperou no gramado do Gwangju: 0 a 0 e pênaltis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atletas coreanos aproveitaram as cinco oportunidades. Quando Joaquín partiu para cima da bola, Lee Woon-Jae avançou, aproximadamente, dois metros e defendeu a cobrança. Desta vez, Gamal não anulou. Tudo estava certo para ele. A Espanha foi prejudicada e a Coréia ganhou a chance de bater de frente com a Alemanha na próxima fase. Os alemães venceram e, posteriormente, foram goleados pelo Brasil. Os coreanos voaram além do planejado. A revolta de Morientes – e a de seus companheiros e conterrâneos – justificou a fama da Fúria Espanhola. E o árbitro? Tomara que esteja perdido no Saara. O Futebol sem ele é um oásis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5102538263314318345-2452052211260291208?l=sopronocoracao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/feeds/2452052211260291208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5102538263314318345&amp;postID=2452052211260291208' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/2452052211260291208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/2452052211260291208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/2008/04/o-motivo-da-fria.html' title='O motivo da Fúria'/><author><name>Fernando Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04028681832154207225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_b78ekL2xx3I/SXJvMqxJMsI/AAAAAAAAAyo/V7_n1MukzsM/S220/DSCN8396.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5102538263314318345.post-8723871798084002801</id><published>2008-03-31T08:50:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T06:45:45.841-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corinthians'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasiliense'/><title type='text'>Caçada ao Jacaré</title><content type='html'>Os bons árbitros comentem erros tão graves quanto seus colegas despreparados ou ladrões. Até o melhor pode falhar. Carlos Eugênio Simon, credenciado pela Fifa e com o passaporte carimbado rumo à Copa do Mundo de 2002, fez lambanças na terra natal antes de embarcar para o Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A final da Copa do Brasil daquele ano apresentou o tira-teima entre um time de massa e uma grande surpresa. Respectivamente, o primeiro é o Corinthians, treinado pelo já consagradíssimo Carlos Alberto Parreira. O tradicional clube paulista buscava o segundo título da competição, pois conquistara em 1995. A equipe base era formada por estrelas como Dida, Vampeta, Ricardinho e o artilheiro Deivid. Coadjuvavam Rogério e Leandro, além das jovens revelações da época Fábio Luciano, Anderson, Kleber, Fabrício, Fabinho, Renato e Gil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse bom time teve pela frente o recém-nascido Brasiliense, cujo nome oficial é Brasiliense Futebol Clube Taguatinga. Surgiu em 1° de agosto de 2000. Seu fundador e presidente é o ex-senador Luiz Estevão, cassado em 28 de junho do mesmo ano por falta de decoro parlamentar. Era filiado ao PMDB-DF e foi expulso do Senado porque a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário apontou a participação dele no desvio de verba da construção do Fórum Trabalhista de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Estevão comprou o Atlântida Futebol Clube de Taguatinga e criou o Brasiliense. Esta criança futebolística manda os jogos no Estádio Serejão, apelidado de Boca do Jacaré por causa da forte influência do mascote. Na Copa do Brasil de 2002, o técnico Péricles Chamusca levava o azarão do planalto central a campo com Donizetti, Moisés, Aldo, Thiago, Emerson, Evandro, Carioca, Maurício, Jackson, Gil Baiano e Wellington Dias (os dois melhores).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha do Jacaré revelava o perigo a ser enfrentado pelo Timão. O clube do Distrito Federal eliminara, nas semi-finais, o Atlético Mineiro e, nas quartas, o Fluminense. Antes, despachara Confiança (SE), Náutico (PE) e Vasco (AC). A equipe paulista tirou da disputa, na fase anterior, o conterrâneo São Paulo. Superou também Paraná, Cruzeiro, Americano (RJ) e River (PI).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencer a Copa do Brasil é o melhor e menos doloroso caminho a ser percorrido até a Libertadores. Em 2002, o campeão enfrentou 6 adversários – 11 partidas – para passear pelo continente americano. Chegar à competição internacional mais importante do hemisfério sul por este campeonato é pegar uma trilha quatro vezes menor que a rodovia do Brasileirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projetar times de pouca expressão no cenário nacional é fato corriqueiro na recente história desse campeonato. Sport (1989), Goiás (1990), Ceará (1994) e o próprio Brasiliense (2002) já chegaram à final do torneio. Criciúma (1991), Santo André (2004) e Paulista (2005) levaram o troféu para casa. Os maiores campeões da Copa do Brasil possuem quatro conquistas. Com títulos em 1993, 1996, 2000 e 2003, além do vice no ano de 1998, o Cruzeiro é o segundo maior vencedor. E, fazendo jus à fama de clube copeiro, o bicho papão é o Grêmio: faturou em 1989 (primeira edição), 1994, 1997 e 2001 e foi tri-vice-campeão (1991, 1993 e 1995). Os gaúchos jogaram, consecutivamente, três decisões. Menos arrasador que o time sulista, o Brasiliense tentava desbancar o favoritismo do Corinthians e dar novas cores à zebra futebolística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os erros do melhor árbitro em atividade, na época, no Brasil, afogaram o Jacaré logo na primeira partida do confronto derradeiro. A bela campanha dos pupilos de Péricles Chamusca merecia desfecho mais limpo. Jogadores e comissão técnica nada têm a ver com o passado de Luiz Estevão. Porém, Carlos Eugênio Simon não pôde escolher o dia de ficar cego. O Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi) abriu seus portões, no dia 8 de maio de 2002, para uma imensa romaria corintiana e a tímida presença dos torcedores amarelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença do Brasiliense estava mais forte dentro das quatro linhas. Defensivamente, a equipe era competente. O Timão só chegou para valer depois dos primeiros 20 minutos. Não conseguiu marcar e os times foram para o vestiário sem mudar os números do placar. As vaias dos corintianos reforçaram os ânimos brasilienses. Gil Baiano, a principal arma de Chamusca, bateu falta e obrigou Dida a sujar o uniforme. Donizetti esqueceu de fazer o mesmo. Gil, habilidoso meia do clube paulista, cruzou. O goleiro do Jacaré abriu a boca, mas não mordeu. Frangou. Deivid, artilheiro da Copa do Brasil com 13 gols, saboreou o filé da indesejável ave. Levantou as penas e não perdoou: 1 a 0 Corinthians.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esquadrão candango criou asas e voou para o empate. Aos 10 minutos, Gil Baiano deixou Vampeta dançando axé sozinho e tocou nos pés de Maurício. Teoricamente, tudo igual. Na prática, vantagem do Jacaré pela marcação de um gol na casa do adversário. O nervosismo assolou os subordinados de Parreira e a tensão tomou conta de grande parte da arquibancada paulista. Porém, a preocupação corintiana terminaria com a magia de Carlos Eugênio. Ele transformou o apito em um rifle e iniciou o extermínio do Jacaré. O árbitro disparou o primeiro tiro com 35 minutos de segundo tempo. Gil cometeu falta claríssima no zagueiro Thiago. Simon, ocupado no ajeite do gatilho, nada marcou. Então, o armador passou a Deivid, que fez o segundo dele: 2 a 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caçada continuou. Responsável por eliminar a caça profissional e o comércio deliberado de espécies da fauna brasileiro, a Lei de Fauna (5.197/67) foi infringida por Carlos Eugênio Simon. Ele acertou, no fim da partida, o segundo e fatal balaço no coração do pobre réptil. Carioca invadiu a área e o zagueiro Anderson o empurrou. O árbitro preferiu não titubear. Mirou. Atropelou as regras e não marcou o pênalti. Executou o último animal da rara família Jacarelius Planaltinius. O Corinthians venceu aquele duelo. Empatou o próximo por 1 a 1, no Serejão, em 15 de maio, e sagrou-se bicampeão da Copa do Brasil. A turma de Brasília reclamou. Luiz Estevão viu que no Futebol, assim como na Política, as irregularidades (intencionais ou não) podem estragar qualquer planejamento. O caçador impiedoso perdeu, temporariamente, seu potente rifle. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) suspendeu Carlo Eugênio Simon. Em contrapartida, a Fédération Internationale de Football Association (FIFA) confirmou a ida dele à Copa de 2002. Mas, no Japão e na Coréia, o apito do brasileiro é arminha de criança, se comparado ao canhão faraônico do egípcio Gamal Ghandour. Comprove na seqüência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5102538263314318345-8723871798084002801?l=sopronocoracao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/feeds/8723871798084002801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5102538263314318345&amp;postID=8723871798084002801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/8723871798084002801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/8723871798084002801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/2008/03/caada-ao-jacar.html' title='Caçada ao Jacaré'/><author><name>Fernando Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04028681832154207225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_b78ekL2xx3I/SXJvMqxJMsI/AAAAAAAAAyo/V7_n1MukzsM/S220/DSCN8396.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5102538263314318345.post-5779509830248478779</id><published>2008-03-24T06:11:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T06:43:39.297-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vasco da Gama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Campeonato Brasileiro 2005'/><title type='text'>Espeto à gaúcha</title><content type='html'>O erro de Márcio Resende de Freitas, na partida disputada entre Corinthians e Internacional, vai ser apontado, eternamente, pelos gaúchos como principal motivo da perda do título brasileiro. Ele não quis prejudicar a equipe sulista, mas acabou cometendo duas falhas – a não marcação do pênalti e a expulsão de Tinga – cruciais para definir o resultado da partida e do campeonato. Contudo, quantos “márcios” apitaram jogos do Inter e favoreceram, também sem influência da má índole, o clube na obtenção dos pontos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missão do árbitro é acabar com o conflito de interesses e apontar uma solução. Se, no confronto ocorrido no Pacaembu, não existisse um comandante que apontasse esta ou aquela decisão, os jogadores estariam discutindo, até hoje, se houve pênalti ou não. Márcio errou porque precisou escolher o que marcaria no mesmo segundo em que o fato aconteceu. Sua falha é perceptível devido aos recursos do videotape. Entretanto, ele cumpriu seu dever como árbitro. Tomou a decisão e comunicou às partes interessadas. Assim como Sérgio da Silva Carvalho, do Distrito Federal, na 32ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estádio da Beira-Rio lotado. Internacional embalado pela boa campanha. Vasco da Gama em péssima fase, lutando para não visitar a Segunda Divisão. O esquadrão gaúcho tinha Jorge Wagner, Fernandão, Tinga e Rafael Sóbis em ótima fase. A representação carioca leva perigo aos adversários com Alex Dias e mais ninguém. Apesar de tamanha superioridade demonstrada pelos nomes, a peleja foi bem acirrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Internacional, ainda mais favorito por jogar em Porto Alegre, foi escalado por Muricy Ramalho com Clemer, Ceará, Ediglê, Vinícius, Jorge Wagner, Gavilán, Tinga, Márcio Mossoró, Fernandão (Perdigão), Rafael Sóbis e Renteria (Ricardinho). No lado cruzmaltino, Renato Gaúcho escalou Roberto, Claudemir, Anderson do Ó, Eder, Jorginho Paulista, Ives, Amaral (William), Abedi, Róbson Luiz (Rodrigo), Morais (Fernandinho) e Alex Dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com apenas um atacante, o Vasco entrou recuado e, completamente, à mercê do talento de Alex Dias. Já o Inter possuía padrão de jogo e teve mais chances. Fernandão e o destaque do Vasco haviam acertado uma bola na trave cada um, quando Rafael Sóbis mandou um balaço na rede carioca e tirou, aos 28 minutos, o zero do placar. Jorge Wagner quase ampliou, no fim do primeiro tempo, mas a pelota beijou a trave de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada de William, um segundo atacante, chegou a dar esperanças ao torcedor do Rio de Janeiro. Porém, Rafael não deu trégua. Aos nove da etapa complementar, Sóbis recebeu sem marcação e fez o segundo dele: 2 a 0 para o Internacional. Delírio nas arquibancadas e justa vibração em campo. O mar vermelho comemorava sem parar. Veio, então, um lampejo de reação vascaína. O relógio de Sérgio da Silva Carvalho apontava 15 minutos. A cabeça de William mirava o interior das balizas de Clemer. E o jovem acertou. Era o primeiro gol do Vasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na metade da etapa decisiva, o pantaneiro Alex Dias – de tão perto que ficou do goleiro gaúcho – viu a cor dos dentes dele, mas errou o alvo. Até este lance, as estrelas da partida vestiam uniformes vermelho ou branco com a fixa diagonal. O apito nervoso não havia sido revelado. Não demorou muito. Fernandão usou a mão-boba a fim de levar vantagem no lance do terceiro tento pampa. Sérgio Carvalho envergou o braço em direção ao ataque do Vasco. Mas não estava marcando nada em favor dos cariocas. Ele mirou o meio de campo. Validou o gol e executou qualquer poder de reação cruzmaltina: 3 a 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado parecia definido. Alex Dias ignorou a falta de tempo e continuou atacando. Não mais que o apito de Sérgio. O craque fez a parte dele e colocou a bola lá dentro. Gol anulado. Mal-anulado. Auxiliado por Marrubson Melo Freitas e Enio Ferreira de Carvalho – completavam o trio brasiliense – o árbitro assinalou impedimento. Ele aplicou três cartões amarelos concretos: Ediglê e Ceará, do Internacional, e Morais (Vasco). E um cartão vermelho abstrato. Expulsou as chances reais do empate vascaíno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Àquela altura, a vitória por 3 a 1 colocou a equipe de Muricy na 3ª colocação, com 56 pontos. Já Renato Gaúcho, que foi a campo, no apito final, reclamar das peripécias de Sérgio da Silva, amargou mais uma rodada na 20ª e desonrosa posição. Os 33 pontos faziam as tradições se remexerem no túmulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento do técnico Renato ganhou ares de choro, na visão do torcedor gaúcho. A massa gritou timinho aos revoltados jogadores do Vasco. Reclamar de uma decisão irrefutável, a do árbitro, é um ato abominável? Naquela tarde, era coisa de chorão. Na antepenúltima rodada, nos vestiários do Pacaembu, o repúdio a Márcio Resende representou a bravura dos justiceiros colorados. Os mesmos apaixonados ironizaram a tristeza carioca, no gigante da Beira-Rio, e comemoraram o título, na última rodada. Confiavam no tapetão para reverter o resultado final do Campeonato Brasileiro. Torcedor não é sensato. É torcedor. O Internacional é vice. Sérgio da Silva e Márcio Resende são árbitros e suas decisões têm tanta solidez quanto a taça do tetra corintiano. A lembrança pode somente reforçar a existência de falhas. A revisão é incapaz de mudar uma partida de Futebol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5102538263314318345-5779509830248478779?l=sopronocoracao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/feeds/5779509830248478779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5102538263314318345&amp;postID=5779509830248478779' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/5779509830248478779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/5779509830248478779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/2008/03/espeto-gacha.html' title='Espeto à gaúcha'/><author><name>Fernando Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04028681832154207225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_b78ekL2xx3I/SXJvMqxJMsI/AAAAAAAAAyo/V7_n1MukzsM/S220/DSCN8396.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5102538263314318345.post-7887301527673892949</id><published>2008-03-17T07:06:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T06:41:51.462-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa Libertadores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corinthians'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arbitragem'/><title type='text'>Reclamação colorada</title><content type='html'>A tabela do Brasileirão 2005 preparou uma surpresa para os amantes de um bom campeonato disputado em mata-mata. Os jogos alterados, propositalmente, pelo árbitro Edílson Pereira de Carvalho, haviam sido redisputados. A corrida pelo título mostrava o Corinthians, agora comandado por Antônio Lopes (Márcio Bittencourt fora demitido mesmo deixando a equipe na liderança) disparado na frente. Em seguida, o Internacional ainda tinha chances e o Goiás pensava, exclusivamente, na importante vaga na Copa Libertadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo de pontos corridos só interessa às emissoras de televisão, que têm mais jogos à venda nos mega-ultra-super-combo pacotes de transmissão. Quem atribui o sucesso de público do Brasileirão a partir de 2003 à mudança da fórmula está de conversa fiada. As verdadeiras responsáveis pelo maior interesse da torcida são as vagas na Copa Sulamericana. Basta oferecê-las, usando aquela tabela com quartas, semi e duas finais, que a galera vai ficar ligada até o último minuto. Anteriormente, existiam a Libertadores e a Copa Mercosul. O critério desta última era o ranking sulamericano. Eram ignorados os desempenhos dos clubes nas competições nacionais do ano anterior. Um Paraná precisaria ganhar muitos troféus para sonhar com a Mercosul. A Sulamericana assemelhando-se à européia Copa da Uefa. É mais democrática E o Paraná vai estar nela em 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao páreo do Campeonato Brasileiro, vamos ao confronto decisivo. A 40ª – e antepenúltima rodada – marcou o pega entre Corinthians e Internacional. O Pacaembu estava, logicamente, lotado pela Fiel. Uma vitória deixaria os paulistas com as duas mãos na taça. Os gaúchos precisavam ganhar para não acordar do sonho de conquistar o Brasil pela quarta vez. Se houvesse um empate, a glória só poderia ser encontrada nas últimas rodadas do Brasileirão (Corinthians x Ponte Preta / Goiás x Corinthians e Internacional x Palmeiras / Coritiba x Internacional). Muricy Ramalho e Antônio Lopes entraram confiantes no êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono da casa foi representado por Fábio Costa, Eduardo (Édson), Betão, Marinho, Gustavo Nery, Marcelo Mattos, Bruno Octávio (Jô), Rosinei (Hugo), Carlos Alberto, Tevez e Nilmar.&lt;br /&gt;Disposta a esvaziar os barris de chope do Timão, a turma visitante entrou em campo, no dia 20 de novembro, com Clemer, Élder Granja, Edinho, Ediglê, Alex, Gavilán, Perdigão (Márcio Mossoró), Tinga, Ricardinho (Wellington), Rafael Sóbis e Fernandão (Iarley).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A difícil missão (arbitrar uma verdadeira final, apesar dos malditos pontos corridos) foi entregue ao catarinense Márcio Resende de Freitas, disposto a encerrar, brilhantemente, a carreira. Ele já participara de Copa do Mundo, criara uma grife de uniformes para árbitros (Maref) e anulara um gol legal que levaria o Santos ao título do Brasileiro de 1995 em detrimento do Botafogo. Márcio provou o gosto dos dois extremos da vida de um árbitro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bola no campo e emoções à flor da pele. Corinthians e Internacional entraram travados, marcando forte, mas sem criatividade no ataque. Carlitos e Sóbis, os principais jogadores, recebiam marcação individual. Chances foram surgindo. O hermano Tevez e o lateral Gustavo Nery ameaçaram Clemer. Entretanto, nada de gol até os 37 minutos do primeiro tempo. O Timão ataca pela direita. Na entrada da área, Carlos Alberto limpa e cruza. Alex, o zagueiro colorado, desvia e Clemer, que saía para interceptar o cruzamento, fica sem chances de fazer a defesa. A pelota fica sozinha. Certamente, à espera de um leve toque do argentino Tevez. O Corinthians fez 1 a 0, enlouquecendo a torcida e assustando a equipe gaúcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barulho dos corintianos, nas arquibancadas, deve ter atrapalhado a compreensão das orientações de Muricy por seus bravos comandados, visto que o Internacional voltou abatido e, surpreendentemente, lento do intervalo. Logo no primeiro minuto, um chute de Carlos Alberto tira tinta da baliza de Clemer. Tevez não dá trégua e, de dentro da área, quase marca o segundo. No lado gaúcho, o mais perigoso era Rafael Sóbis, a revelação do Campeonato Brasileiro de 2005. E foi, justamente, ele quem manteve a esperança colorada. Abriu espaço na intermediária paulista, olhou o posicionamento de Fábio Costa e marcou o golaço de empate do Inter: 1 a 1 e troféu ainda sem dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê o Márcio Resende de Freitas? Ele é ou não é o protagonista deste capítulo da história do Futebol? É sim. Mas o trabalho do árbitro é parecido com o de um goleiro. Mesmo que seja regular durante a partida, não pode cometer um erro grave. E Márcio Resende o fez. Engoliu um frangaço. Fez gol contra na prorrogação. Espalmou o escanteio na cabeça do artilheiro. Bateu tiro de meta para dentro do próprio gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cronômetro marcava 29 minutos da segunda etapa. Faltavam 16 mais os acréscimos para ele ganhar placa em homenagem aos longos anos de apito. Porém, vida de goleiro – quero dizer de árbitro – tem essas injustiças. Tinga é lançado na área. De costas para o gol, ele dá um toque para o lado. Fábio Costa avança, bruscamente, e atropela o jogador do Internacional. Preste atenção. Eu falei: brus – ca – men – te!!! Não foi um choque desproposital. O goleiro corintiano cometeu o pênalti que poderia resultar na sua exclusão de campo. Se convertido, mudaria o resultado da partida e, talvez, até o lar da taça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, Márcio, além de marcar gol contra, fez questão de comemorar com a torcida adversária. Resende interpretou, sobrenaturalmente, o lance como simulação de Tinga. O meia já tinha cartão amarelo e foi expulso. No fim, empate por 1 a 1. O representante sulista não fez o segundo e o jogador-chave do esquema tático de Muricy saiu do jogo, desfalcando o Inter contra o Palmeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As rodadas seguintes confirmaram o título do Corinthians. O Timão bateu a Ponte (3x1) e perdeu para o Goiás (2x3), enquanto o Inter, sem Tinga, venceu o Palmeiras (2x1) e foi derrotado pelo Coritiba (0x1). De um lado, o justo tetracampeonato paulista. Do outro, revolta sem fundamentos. Por quê? Pergunte a Renato Gaúcho ou leia o próximo capítulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5102538263314318345-7887301527673892949?l=sopronocoracao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/feeds/7887301527673892949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5102538263314318345&amp;postID=7887301527673892949' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/7887301527673892949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/7887301527673892949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/2008/03/reclamao-colorada.html' title='Reclamação colorada'/><author><name>Fernando Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04028681832154207225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_b78ekL2xx3I/SXJvMqxJMsI/AAAAAAAAAyo/V7_n1MukzsM/S220/DSCN8396.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5102538263314318345.post-453081920486667002</id><published>2008-03-12T10:46:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T06:42:24.652-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corinthians'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Campeonato Brasileiro 2005'/><title type='text'>O senhor das apostas</title><content type='html'>O Campeonato Brasileiro de 2005 vai ser lembrado como aquele que teve a roubalheira do Edílson. Apesar do timaço montado pelo Corinthians com o apoio do capital estrangeiro e de origem não muito clara, o personagem inesquecível da competição é um árbitro. Nem o iraniano empreendedor Kia Joorabchian, presidente do fundo de investimento Media Sport Investment (MSI), poderia prever que as atuações de craques como Carlitos Tevez, Roger, Fábio Costa e Carlos Alberto seriam superadas pela desonestidade do paulista Edílson Pereira de Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 23 de setembro, a revista “Veja” publicou matéria com a denúncia quanto a um esquema de manipulação de resultados das partidas apitadas pelo já citado árbitro para favorecer apostadores de dois sites brasileiros. Milhares de pessoas acessavam as páginas “Aebet” (www.aebet.com.br), de Piracicaba, e “Futbet” (www.futbet.com.br), do Rio de Janeiro, a fim de arriscar palpites sobre os jogos do Brasileirão. Só não sabiam que alguns times já estavam predestinados à vitória ou à derrota a partir dos interesses do empresário Nagib Fayad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, após conversar com outros três bem sucedidos integrantes do setor de jogos azarentos, apostava boas quantias em uma das equipes envolvidas nas partidas comandadas por Edílson. Ligava para o corrupto, dizia o nome do time a ser favorecido e prometia R$ 15 mil a cada jogo surrupiado. O grupo de apostadores faturou cerca de R$ 3 milhões através das manipulações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do trabalho investigativo dos repórteres da “Veja”, o árbitro José Paulo Danelon, em depoimento à Polícia Federal, assumiu fazer parte do esquema de corrupção. Jogos da Copa Libertadores também ficaram sob suspeita, mas a Confederação Sulamericana manteve a validade das partidas. Mesmo assim, a diretoria do Alianza Lima, do Peru, processou Edílson Pereira. Ele, Nagib Fayad e o intermediador Wanderlei Pololi foram presos. Contudo, voltaram, rapidamente, às ruas e andam entre nós como qualquer cidadão. Eles optaram pela delação premiada. Tiveram a pena suavizada em troca do fornecimento de detalhes sobre o escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora das quatro linhas, no campo judicial, quatro personagens merecem destaque. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, tirou o corpo fora e deixou a bomba, prestes a explodir, nas mãos do presidente da Comissão de Arbitragem da CBF e do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luiz Zveiter. Paralelamente, o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Armando Marques deixa o cargo. A saída dele acende uma luz sobre o futuro do ramo no Brasil e coloca o interruptor entre os dedos do vice-presidente Edson Resende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos listados acima, Zveiter foi o único que teve coragem. Não me cabe louvar a figura dele como grande homem ou algo parecido, mas apenas ressaltar o pulso firme. Luiz anulou os 11 jogos apitados Edílson Pereira de Carvalho. O artigo 275 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) fundamentou as atitudes de Zveiter. A Caixa Econômica Federal manteve os resultados dos primeiros jogos para efeito de premiação, mesmo após a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Entretanto, os portões foram abertos e a bola rolou mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfrentaram-se, novamente, Vasco x Botafogo (0x1 e, depois, 1x0), Ponte Preta x São Paulo (1x0 e 2x0), Paysandu x Cruzeiro (1x2 e 4x1), Juventude x Figueirense (1x4 e 2x2), Santos x Corinthians (4x2 e 2x3), Fluminense x Brasiliense (3x0 e 1x1), Cruzeiro x Botafogo (4x1 e 2x2), Juventude x Fluminense (2x0 e 3x4), São Paulo x Corinthians (3x2 e 1x1), Internacional x Coritiba (3x2 e 3x2) e Vasco x Figueirense (2x1 e 3x3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas disputas terminaram com os mesmos vencedores de antes da anulação. Somente Ponte Preta e Internacional confirmaram as vitórias contra São Paulo e Coritiba, respectivamente. Na seqüência, podemos conferir as tabelas dos pontos alcançados pelos 14 times nas rodadas anuladas e remarcadas. Atenção para Corinthians e Cruzeiro. Os paulistas ganharam quatro, enquanto os mineiros perderam cinco pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodadas canceladas – Cruzeiro (6 pontos conquistados), Vasco (3 pontos), Botafogo (3 pontos), Ponte Preta (3), Figueirense (3), São Paulo (3), Fluminense (3), Internacional (3), Juventude (3), Santos (3), Paysandu (0), Brasiliense (0), Corinthians (0) e Coritiba (0).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodadas repetidas – Corinthians (4 pontos), Fluminense (4 pontos), Vasco (4), Ponte&lt;br /&gt;Preta (3), Paysandu (3), Internacional (3), Figueirense (2), Cruzeiro (1), Botafogo (1), São Paulo (1), Juventude (1), Brasiliense (1), Santos (0) e Coritiba (0).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns oportunistas tentaram nublar ainda mais o céu futebolístico brasileiro, mas, felizmente, acabaram falando sozinho. O Vitória (BA), rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro, tentou a virada de mesa. Contudo, ela continuou com as pernas para baixo. Até o ladrão quis levar vantagem. Edílson Pereira de Carvalho avisou que cobraria R$ 15 mil – justamente o valor do bicho pela manipulação – para dar uma entrevista exclusiva depois de ser solto. Não há confirmação de algum pagamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os diretores do Clube de Regatas do Flamengo encomendaram um DVD com 35 minutos de lances duvidosos contra o rubro-negro na competição nacional para remeter ao STJD. Pura choradeira para justificar a incompetência administrativa responsável por levar o time à zona de rebaixamento durante grande parte do campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edílson proporcionou a empresários um roubo virtual com danos reais. A credibilidade da arbitragem brasileira tomou uma rasteira. Entretanto, o destino do troféu não pode ser questionado. O Corinthians foi o melhor time do Brasileirão. É tetracampeão. O Internacional é vice. Sem direito a reclamações. Por quê? Os próximos posts vão explicar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5102538263314318345-453081920486667002?l=sopronocoracao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/feeds/453081920486667002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5102538263314318345&amp;postID=453081920486667002' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/453081920486667002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/453081920486667002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/2008/03/o-senhor-das-apostas.html' title='O senhor das apostas'/><author><name>Fernando Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04028681832154207225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_b78ekL2xx3I/SXJvMqxJMsI/AAAAAAAAAyo/V7_n1MukzsM/S220/DSCN8396.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5102538263314318345.post-7912477178997612912</id><published>2008-03-12T10:41:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T06:39:56.132-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arbitragem'/><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>A tarefa do árbitro é resolver conflitos a partir de um acordo interessante e aceitável para os pólos envolvidos. No Direito, os tribunais de arbitragem facilitam a resolução de problemas e aceleram o processo de busca pelo entendimento. As partes escolhem uma pessoa ou instituição para julgar controvérsias surgidas ao longo da execução de um contrato a fim de evitar o recurso ao poder judiciário. Este modelo surgiu no comércio internacional para minimizar os riscos do desconhecimento quanto às leis de um país estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a lei 9.307/1996 regulamenta o sistema de arbitragem. De acordo com o Supremo Tribunal Federal, a decisão do árbitro é irrecorrível. Pode ser executada no tribunal para garantir o cumprimento, mas não existe a chance de passar por uma revisão. No Futebol, o trabalho de um árbitro é anulado somente se o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) comprovar um esquema de corrupção e manipulação do resultado da partida. Em condições normais, é dele – o homem do apito – a última palavra. Porém, o erro de um árbitro, mesmo quando não está vinculado à má intenção, pode mudar o rumo de um jogo, campeonato e desviar a caneta que escreve a história do esporte mais popular do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, semanalmente, pretendo enumerar e descrever falhas de arbitragem responsáveis pela revolta de atletas e torcedores apaixonados por Futebol. Devemos lembrar que, dentro de campo, um árbitro não possui o tempo de análise disponibilizado àqueles ligados ao Direito. Em segundos ou frações, ele é pressionado a marcar um pênalti, validar um lançamento e até anular um gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partida de Futebol é dirigida por um árbitro principal, dois assistentes e o 4º árbitro (inserido em 1995). Todos usam roupas com visual diferente daqueles aplicados aos uniformes das equipes. Esta exigência facilita a visualização dos jogadores pelo público presente ao estádio ou por espectadores de transmissões multimídia. O árbitro precisa controlar o tempo da partida, assinalar seus início e fim e supervisionar a disciplina dos jogadores. Ele impede que os atletas infrinjam as regras do jogo. No fim, o árbitro elabora um relatório, conhecido como súmula, a ser entregue à entidade responsável pela organização do campeonato ou amistoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os apitadores brasileiros figuram, constantemente, entre os melhores do mundo. Mas a competência arbitral, no Brasil, começou a ser desenvolvida somente na metade do século XX. Às vésperas da Copa do Mundo de 1950, ingleses vieram apitar em São Paulo e no Rio de Janeiro. Foram contratados para adaptar os nossos homens de preto às normas de arbitragem da Fifa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os erros de árbitros que fazem parte deste trabalho burlaram a justiça sonhada pelos deuses futebolísticos. Entretanto, não lançaram descrédito nas competições. Os campeões vão ser sempre lembrados como tais, independentemente desta ou daquela falha. Na 40ª edição da revista “Mundo Estranho”, publicada em junho de 2005, a equipe de reportagem do veículo pediu a Alberto Helena Júnior, Juca Kfouri, Ruy Carlos Ostermann, Sílvio Luiz e Paulo César Vasconcellos (cronistas esportivos) e também a José Roberto Wright e Oscar Roberto de Godoy (ex-árbitros) para elaborarem uma lista com os maiores erros arbitrais da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas escolhas deles – cinco – estão entre as minhas. A seleção da revista procurou citar jogos finais e Copas do Mundo. Eu registro também falhas cometidas em partidas de importância intermediária; porém, fundamentais na determinação do resultado das competições. Contudo, é importante lembrar, como fizeram os comentaristas, da semifinal do Paulistão de 2002 disputada por Corinthians e Portuguesa. O zagueiro luso César matou a bola no peito e o argentino Javier Castrilli marcou pênalti. Gol do empate e da classificação corintiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordemos a decisão do Campeonato Brasileiro de 1982, quando Andrade impediu o gol do título gremista. O craque do Flamengo empalmou a bola, enquanto Raul, o goleiro, estava no chão. Oscar Scolfaro preferiu não marcar o pênalti. E o troféu está na imensa galeria da Gávea. Citemos, ainda, o último jogo da Copa de 1966, em Londres. As seleções de Inglaterra e Alemanha jogavam a vida em Wembley. Na primeira etapa da prorrogação – o placar ficara em dois a dois no tempo normal – Hurst mandou a bola na trave. Ela caiu sobre marca da cal, mas o suíço Gootfried Dienst viu o gol. Os ingleses saíram na frente. Depois, fizeram o segundo (este legal) e conquistaram o único título mundial de sua trajetória. A Taça Jules Rimet não tem registrado, em sua base, este detalhe acerca da glória britânica. Apesar disso, você pode lembrar a um inglês desmemoriado que Gootfried foi um dos protagonistas do maior êxtase dos inventores do Futebol. Se tiver uma oportunidade, ressalte que o dom artilheiro de Dienst concentrou-se bem longe das pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindo à pior leitura das mães de árbitros já produzida na literatura futebolística.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5102538263314318345-7912477178997612912?l=sopronocoracao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/feeds/7912477178997612912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5102538263314318345&amp;postID=7912477178997612912' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/7912477178997612912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5102538263314318345/posts/default/7912477178997612912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopronocoracao.blogspot.com/2008/03/apresentao.html' title='Apresentação'/><author><name>Fernando Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04028681832154207225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_b78ekL2xx3I/SXJvMqxJMsI/AAAAAAAAAyo/V7_n1MukzsM/S220/DSCN8396.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
